21/10/2017

Nélida Piñon em Portugal para apresentar «Filhos da América»



Uma das mais premiadas autoras da língua portuguesa apresenta o seu livro, em Lisboa e conversa com Pilar del Río e Leonor Xavier no FOLIO.

Lisboa, 18 de outubro - Nélida Piñon, uma das mais extraordinárias escritoras de língua portuguesa, estará presente em Lisboa por ocasião do lançamento do seu livro, Filhos da América, editado em Portugal pela Temas e Debates. O livro, que já foi apelidado de «testamento literário» desta grande senhora das Letras, será apresentado pelo poeta e ensaísta José Tolentino Mendonça, na Capela do Rato, a 23 de outubro, pelas 18h30. Dia 21 de outubro, sábado, pelas 16h30, Nélida Piñon junta-se à
presidenta da Fundação José Saramago Pilar del Río e à jornalista e escritora Leonor Xavier numa conversa na Igreja da Misericórdia, em Óbidos, no âmbito do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos. 
Nascida no Rio de Janeiro, em 1937, Nélida Piñon foi, em 1996, a primeira mulher a presidir à Academia Brasileira de Letras, em cem anos. A sua extensa produção literária, traduzida em diversas línguas, foi distinguida com numerosos galardões, entre os quais o Prémio Rosalía de Castro, o Prémio Jabuti e o Prémio Literário Casa de las Americas. Em 2005, recebeu o importante Prémio Príncipe de Astúrias das Letras, pelo conjunto da sua obra, sendo o primeiro escritor de língua portuguesa a consegui-lo.
Membro do júri do Prémio Literário José Saramago, Nélida Piñon estará ainda presente na Fundação José Saramago, dia 25 de outubro, para o anúncio do vencedor da décima edição de um dos mais renomados prémios literários da língua portuguesa, destinado a estimular a criação e dedicação à escrita de jovens escritores.  

Em Filhos da América, Nélida Piñon escreve sobre Machado de Assis e José de Alencar, escritores que considera dois dos principais intérpretes do Brasil na literatura; perfila a atriz Marília Pêra; exalta a escrita de Rachel de Queiroz; saúda a chegada de Antônio Torres à Academia Brasileira de Letras; e, entre outros temas, homenageia a amiga Carmen Balcells, que morreu em 2015, e foi agente literária dos maiores escritores da América Latina. Neste que também é um livro sobre memória, Nélida rende tributo à literatura ibero-americana, passeia pela Galiza da sua infância e a que restou na
vida dos parentes que com ela vieram para o Brasil, e recorda os caminhos que a levaram a escrever livros como A República dos Sonhos, sobre imigração, e Vozes do Deserto, sobre as narrativas árabes, obra que tem Scherezade como protagonista. 

Grande contadora de histórias e exímia ouvinte, a autora circula por todos os ambientes, desde as esquinas de seu bairro até aos salões mais nobres, recolhendo, da vida e da relação com as pessoas, memórias que transbordam em seguida para a sua escrita. Este livro é, portanto, um registo das suas experiências, da cultura e das pessoas. Dia 23 de outubro, às 18h30, a capela do Rato vai acolher esta magnífica escritora para a celebração de Filhos da América, com apresentação de José Tolentino Mendonça. 

Não perca também, dia 21 de outubro, às 16h30, a conversa entre Nélida Piñon, Pilar del Río e Leonor Xavier, no FOLIO, em Óbidos.

Marcador - Um romance histórico emocionante sobre os templários!



A Conspiração do Rei
Emílio Miranda
Páginas:504
PVP:21,45€

Quando a 13 de outubro de 1307, a conspiração urdida por Filipe o Belo tem por fim condenar à morte a poderosa ordem dos Templári­os, um pequeno punhado de cavaleiros sobreviventes une-se no sentido de salvar da cobiça os tesouros mais valiosos, ao mesmo tempo que em Portugal, D. Dinis congemina um inteligente plano com vista a salvar dentro de fronteiras a gloriosa ordem de cavaleiros-monges. Ao vesti-la de uma nova roupagem consolida os alicerces daquela que viria a ser uma interveniente decisiva nos descobrimentos portugueses: A Ordem de Cristo.

Sete séculos depois, de que modo podem projetar-se nos nossos dias as consequências de tal congeminação? Acaso é possível achar ainda o tão precioso tesouro atribuído aos Templários? Isso mesmo é o que tentará descobrir Júlio Pomar, um jovem arqueólo­go, apaixonado desde cedo pela história dos cavaleiros monges, arrastado para uma intriga de contornos perigosos, que se inicia em Castro Marim - primeira sede da Ordem de Cristo - passa por Castelo Branco e termi­na em Tomar, sede inicial dos Templários, e por fim adotada como casa dos Cavaleiros de Cristo. Uma intriga com sete séculos, que o comum dos mortais julgaria há muito finalizada, mas que afinal parece não ter fim à vista. A Conspiração do Rei é um romance histórico épico e fascinante.

Sobre o autor:
Emílio Gouveia Miranda: Nasceu em Luanda, Angola, em 1966. Em 1975, fruto da guerra colonial, vem viver para o Norte de Portugal, de onde os pais são originários, mais concretamente para a aldeia de Lordelo, próxima de Vila Real, onde mais tarde passou a residir. É o con­tacto com esta nova realidade - de espaços abertos no verão e horizontes fechados nos longos invernos - que definitivamente o vai marcar. Uma realidade na qual con­viveu com costumes tão surpreendentes como a matança do porco, a vindima e a pisa do vinho, com a agricultura regida por preceitos tradicionais e com essa mistura mágica das práticas religiosas com as pagãs que também cinzelou esse território.

 

Coolbooks: Uma obra resgatada "Da Gaveta"

Título: Da Gaveta
Autor: Isabel Tallysha-Soares 
Formato: e-wook / capa mole
N.º páginas: 192
PVP: 4,99€ / 13,30€

Uma longa metáfora sobre a morte, o luto e a busca da verdade no segundo romance de Isabel Tallysha-Soares    

Depois de Eu, do Nada, livro que nasceu como “resposta” a uma crónica de Miguel Esteves Cardoso, Isabel Tallysha-Soares publica Da Gaveta. A sua segunda obra está disponível a partir de hoje (em formato físico e digital) na livraria virtual Wook, na Bertrand.pt, no Espaço Professor da Porto Editora e agora também nas livrarias Bertrand (por encomenda). Junto da gaveta onde reencontra a memória da sua mãe, com quem mantém uma grande proximidade emocional, a protagonista procura compreendê-la e adaptar-se ao vazio deixado pela sua morte, enquanto revisita o próprio passado em busca de respostas sobre o presente. Insatisfeita e pejada de dúvidas, parte rumo a um destino sem nome na expetativa de encontrar a sua identidade, superar o luto e renascer. Prescindindo de nomes e percorrendo uma geografia emocional sem mapa definido, Isabel Tallysha-Soares apresenta um romance em que apenas a busca da verdade sobre nós mesmos importa. 

SINOPSE
Onde os nomes não interessam, a geografia é um estado mental e a mãe vive numa gaveta, ela parte para parte incerta apenas para obedecer à voz que a chama sem que saiba para onde. Na bagagem leva a chave do gavetão que a aguarda quando o fim chegar. Conheceo a ele, que talvez seja quem a chame desde sempre, num país de vivos que cultivam mortos. Desce às profundezas da terra procurando-se a si própria. Resgata-se e quando deixa de pensar na chave do gavetão e na gaveta onde a sua soberba mãe habita, descobre, por fim, quem a chama.  
Da Gaveta é um romance sobre procuras e encontros, uma viagem pessoal em busca da identidade própria e uma reflexão sobre dicotomias inultrapassáveis: passado e presente, Oriente e Ocidente, vida e morte. Quando as regras são quebradas e a liberdade é a meta suprema, não precisamos de nomes nem de pontos cardeais para chegarmos ao que interessa, a verdade de nós. E a verdade é tão fácil... 

A AUTORA 
Isabel Tallysha-Soares não nasceu nesta língua. Aprendeu-a às pressas em velhos volumes da Nau Catrineta tomados de tempo e guardados num armário livreiro com vidraças forradas a carmesim. Decorou Pessoa e leu Eça na obrigação da aprendizagem de uma língua estranha e circunvolutória. Fez-lhe as pazes no Ramalho de John Bull percebendo, por fim, que esta é uma língua de sol e Meridião, que tanto escreve o tudo como o Nada, o Nada que, publicado, lhe deu ânimo para tirar outras coisas Da Gaveta.





Uma viagem pelas águas turvas da alma humana



CORAÇÃO DAS TREVAS 
Joseph Conrad 
Páginas: 160
PVP: 14,90 € 
Ficção / Literatura Estrangeira 
Nas livrarias a 25 de Outubro 
Guerra e Paz Editores 

SINOPSE
Um romance assombroso que nos mergulha nas profundezas da selva africana e do turvo coração humano. Kurtz resume-o na perfeição: «O horror! O horror!» Aqui levanta-se o véu do inferno colonial, dissecando-se os limites da experiência humana. O que é ser selvagem? Pode a literatura, a narrativa, a linguagem, a descrição, a força da metáfora sugerir e aprisionar o que de indizível e convulso há na experiência espiritual e física do estado selvagem? Pode! Conrad e Coração das Trevas podem.  Marlow, um marinheiro experiente, parte, num barco a vapor, em busca do Sr. Kurtz, um enigmático e enlouquecido comerciante de marfim, em direcção ao continente africano. Nesta jornada física e psicológica, rio Congo acima, entre cenas de tortura, crueldade e escravidão, Marlow questiona e reflecte sobre questões e valores de essência humana e civilizacional, o seu lado mais obscuro onde tudo é escuridão ou mito.  Um legado do século xx numa prosa inesquecível por ser perturbadoramente viciante e claustrofóbica.

ESTA EDIÇÃO INCLUI: Nota introdutória ∙ O Diário do Congo ∙ «o horror, o horror»: uma viagem pelas águas turvas da alma humana ∙ Lista de personagens TRADUÇÃO · Maria João Madeira

Sobre o autor:
Joseph Conrad. Com o nome de baptismo de Józef Teodor Konrad Korzeniowski, nasceu na Ucrânia, em 1857, sob a autoridade czarista. Filho de um casal polaco no exílio, ficou órfão aos onze anos, ficando sob a tutela do tio materno, o responsável pela sua grande paixão: viajar por mar. Em 1874, viajou para Marselha e assim inicia a sua carreira como marinheiro. Em 1886 obtém nacionalidade britânica e o certificado de mestre no Serviço Mercantil Britânico. Anos mais tarde, aproveitando as suas experiências na Marinha, abandona o mar para se dedicar à escrita durante o apogeu do Império Britânico. Almayer’s Folly (1895) foi o seu primeiro romance. Com grande mestria narrativa, é ainda autor de outras obras, entre as quais se destacam: Lord Jim (1900), Nostromo (1904), The Secret Agent (1907), Under Western Eyes (1911), Chance (1916). Em 1890 esccreveu The Congo Diary, que viria a dar origem a Heart of Darkness (1902). Morreu em Kent em 1924.